Somos Mancomunidade: une-te!

O Partido da Terra celebrou o passado sábado 21 de dezembro em Sergude a sua última assembleia geral como partido organizado convencionalmente. O PT é agora uma mancomunidade de organizações políticas paroquiais e comarcais sustentada no princípio de soberania e livre associação de cada uma delas.

Em Sergude aprovou-se um novo modelo de partido plural e descentralizado que, aliás, já se perseguia desde a sua criação há três anos, análogo ao da democracia direta assemblear que queremos para o nosso País e sobre a que entendemos se deve sustentar a soberania cidadã, solução real à desigualdade política que sofremos.

No novo modelo de organização já não há lugar para as estruturas hierárquicas ou elitistas de partido clássico. Cada partido local é a célula do ativismo político e mantém-se plenamente independente dos outros partidos mancomunados. O estabelecimento de partidos comarcais e de uma Assembleia da Mancomunidade serve para a interconexão desde uma lógica de partilha de recursos e experiências que facilitem a nossa andaina, mas nunca para forçar uma voz única ou impor decisões e ideias. Cada partido paroquial e de bairro é livre de aderir, apoiar e tomar soberanamente posições contrárias às das restantes organizações da Mancomunidade.

Ao não confiar em nenhuma elite partidária o poder executivo ou de decisão, consideramos que não são precisas mais directrizes das que cada PT local queira desenvolver e partilhar. Estabelecem-se apenas três princípios básicos que sustentam a unidade plural do projeto: o nosso fim essencial é a realização do autogoverno assemblear em concelho aberto e da autossuficiência comunitária como fundamentos da soberania; rejeitamos o conceito de “política profissional” e da política como trabalho retribuído, polo que nenhum cargo eleito receberá retribuição alguma; assumimos a função do PT como transitória no caminho para uma sociedade assemblear e autogestionária onde os partidos não tenham lugar e para assegurar a nossa independência renunciamos qualquer subsídio do Estado.

Como coletivo, tomamos esta nova etapa como um experimento do que aprender ao tempo que nos constituímos como pessoas. E tu, não te somas?

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