PT é primeiro partido a apresentar candidaturas nas quatro circunscrições

Renuncia-se a salários e subvenções e estabelece-se a rotatividade para que cada integrante das listas assuma a ata de deputada um mês no transcurso da legislatura

O Partido da Terra apresentou hoje (quarta-feira) nas quatro Juntas Eleitorais Provinciais as candidaturas das 60 comarcas da Galiza, Eu-Návia e Bérzio-Portelas assim como das três candidaturas polas comunidades no exterior (América, Europa e o Estado espanhol). As candidaturas do PT foram as primeiras a ser registradas em todas as circunscrições após ter-se aberto o período para a sua apresentação.

Uma parte das candidaturas é o resultado do processo de eleições primárias abertas que o PT iniciou em junho com o objetivo de atribuir cada uma das 75 cadeiras parlamentares às comarcas, comunidades galegas e regiões limítrofes. Nas comarcas onde não foi possível celebrar primárias devido ao adianto eleitoral, as candidaturas foram preenchidas por meio das assembleias comarcais do PT. No caso das comunidades galegas no exterior foram eleitos Higino Martins em Buenos Aires, Isaac Zás em Bruxelas e Carlos Durão em Londres.

Objetivo eleitoral: 75 deputados por Zero euros

O Partido da Terra estabeleceu um sistema de rotatividade que garante a compatibilidade entre o exercício delegado parlamentar em nome das assembleias comarcais e a atividade profissional habitual assim como a participação parlamentar direta da totalidade de candidatos durante a legislatura. Deste jeito, no transcurso da legislatura a totalidade de pessoas que integram as candidaturas irá assumir ata de deputada durante um período máximo de um mês. De obter-se representação apenas por uma circunscrição, a lei eleitoral faculta aos partidos a designar outras pessoas para ocupar os escanos uma vez que todas as candidatas da listagem tenham renunciado à sua ata. Neste caso, finalizada a rotação entre a candidatura duma circunscrição serão designadas para assumir a condição de deputada as pessoas das três circunscrições restantes.

As pessoas que integram as candidaturas do Partido da Terra renunciam desde já ao seu salário como deputadas, de forma consistente com as propostas de desprofissionalização da vida política que, na visão do PT, deve estar fundamentada na participação direta e ativa, sem mediação de qualquer representante. O PT fará um apelo à cidadania para colaborar durante toda a legislatura facilitando o trabalho rotatório dos deputados comarcais, elaborando questões, interpelações, propostas de lei, etc. O Partido da Terra renuncia também a qualquer subsídio público que lhe puder corresponder em função dos resultados obtidos, estando ambas as medidas recolhidas nos Estatutos do próprio partido.

O sentido das decisões e das propostas a realizar será fruto do consenso ou de decisões maioritárias do Conselho Parlamentar do Partido da Terra, integrado pola totalidade dos candidatos e candidatas comarcais, das comunidades ou dos territórios limítrofes, independentemente de terem sido eleitos ou não para o parlamento ou de serem ou não membros do Partido da Terra. Os membros do Conselho continuarão vinculados durante toda a legislatura sob mandato imperativo e revogável às assembleias comarcais que os elegeram em primárias ou às que se venham a constituir para essa função nos restantes casos.

O Partido da Terra não designou candidato à Presidência do Governo, uma vez que independentemente do resultado se exclui a hipótese de exercer esta função. O PT também não reconhece a validez das divisões provinciais sendo que cada pessoa candidata a deputada comarcal é-o apenas por este território. As pessoas que encabeçam a listagem por cada circunscrição não têm qualquer relevância acrescentada à de ser candidato da sua própria comarca e assumirão o seu escano durante apenas um mês.

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